Thursday, April 19, 2012


Posted on Thursday, April 19, 2012 by Maurilo e Vivian

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Sunday, April 15, 2012




No dia 14 de Abril de 1912, o navio Titanic atingiu um iceberg em sua viagem inaugural e começou seu famoso naufrágio. 1500 pessoas perderam a sua vida. E um filme com uma música “chiclete” foi feito em 1997 (relançado no cinema essa semana em 3D). Toda essa história é bastante conhecida. Mas uma coisa que pouca gente sabe é que o naufrágio foi “predito” em um livro chamado “Futility, or the Wreck of the Titan” (Futilidade, ou o Naufrágio do Titã), escrito em 1898 pelo mercador marítimo Morgan Robertson.
O mais interessante do livro é que ele possui muitas similaridades entre a versão de 1898 e o naufrágio de 1912:
  • Ambos navios foram construídos para serem inafundáveis.
  • Ambos navios naufragaram ao bater em um iceberg.
  • Ambos navios estavam em sua viagem inaugural.
  • As mais famosos e ricos do momento estavam no Titan e no Titanic.
  • Apenas um terço de dos passageiros de ambos navios sobreviveu.
  • Ambos navios possuíam um número inadequado de botes salva vidas.
  • Ambos navios foram encorajados a quebrar os recode de velocidade em sua viagem.

Tudo é muito interessante, mas o que isso tem a ver com os temos do nosso blog? Eu estava tentando a escrever algo sobre os “icebergs” de nossa vida e como Jesus pode nos guiar por mares tranquilos se não tivermos o orgulho e a pompa de tirá-lo do timão dos navios da nossa vida, mas eu resisti firmemente a escrever esse tipo de bobagem. A história do livro escrito 14 anos antes do naufrágio nos é interessante por causa de outra coisa.
Muita gente, especialmente nos recônditos mais escondidos da internet, proclama que o Jesus da fé não tem nada a ver com o Jesus histórico. Se existiu alguém na palestina do primeiro século com o nome de Jesus, ele foi no máximo um líder carismático de um pequeno grupo que foi morto pelas sua pregação. Nada mais que isso. Todo o resto que a Bíblia afirma (incluindo a data de seu nascimento, 25 de Dezembro!!!!) é parte de uma conspiração inventada pela igreja, ao adotar a mitologia da época e aplicá-la a pessoa de Cristo. Veja esse site por exemplo. O filme Zeitgeist também fez fama na internet por causa de suas “revelações”. O deus Mitras é um dos mais citados como a fonte de origem para vários dos elementos da cristologia. Alguns exemplos:
  • Nasceu dia 25 de dezembro;
  • nasceu de uma virgem;
  • teve 12 discípulos;
  • praticou milagres;
  • morreu crucificado;
  • ressuscitou no 3º dia;
  • era chamado de “A Verdade”, “A Luz”
  • veio para lavar os pecados da humanidade;
  • foi batizado;
  • como deus, tinha um “filho”, chamado Zoroastro.


Mitras

Uau, muita gente pode pensar que isso “prova” que o Cristo do cristianismo nada é mais do que uma versão judaica da mitologia persa. Mas duas coisas nos mostram que isso não é necessariamente verdade. A primeira, é que muito dos mitos sobre esses deuses são exatamente isso, mitos. Não correspondem às verdadeiras descrições dessas deidades. Mitras, por exemplo. Podemos dizer que existem dois Mitras. O persa e o romano. Sobre o persa, pouca coisa sabemos. A maior parte é através de pinturas. Não existes praticamente textos sobre as crenças desse período. Uma delas, por exemplo, é que ele nasceu de uma rocha, não de uma virgem. Pastores realmente testemunharam seu nascimento e até o ajudaram a sair da rocha, mas o mais interessante é que esses pastores estavam ali em um tempo que não deveria haver seres humanos. Ele não teve doze discípulos como Jesus e nem morreu pelos pecados das pessoas. Na verdade, não existe registro de sua morte. A versão romana é bem mais recente e essa apresenta muitas similaridades com Jesus. Mas o diabo está nos detalhes. O Mitras romano veio depois de Jesus Cristo. Essa religião, o Mistério Mitráico, foi praticado do primeiro até o quarto século por todo o império romano. O que provavelmente aconteceu aqui é que o Mitras romano começou a adotar algumas das crenças do cristianismo, que crescia rapidamente, para tentar se tornar mais apelativo ao povo da época. Isso fica claro quando se compara o Mitras do primeiro século o dos séculos posteriores. O que aconteceu foi exatamente o contrário do que muita gente afirma.
A segunda coisa interessante nos é trazida pelo livro de Robertson, que antecedeu o desastre do navio em 14 anos. Mesmo que as histórias sobre as deidades fossem exatamente iguais às de Cristo (e uma análise cuidadosa das declarações nos mostram que não são), o máximo que poderíamos tirar disso é que o homem consegue prever eventos que estão para ocorrer. E não estou falando aqui sobre uma previsão “mediúnica” ou mesmo “profecia”. Estou falando sobre outras coisas. Como por exemplo, a observação da sociedade. É bem possível que Robertson estivesse observando como a sociedade de sua época era e percebeu que algo como o naufrágio do Titan poderia acontecer. Dito e feito. No caso dos deuses mitológicos, é possível que o homem perceba algumas das coisas que vão no coração do homem, colocados ali por Deus, ou mesmo percebam muito sobre os atributos de Deus através da natureza. É possível para o homem saber muito sobre Deus através da chamada Teologia Natural, mesmo não sendo suficiente para a salvação. Isso é possível, mas como já disse, não é o caso de nenhum dos deuses mitológicos. Nem reunindo todos eles teríamos características suficientes para serem considerados os originadores do Deus cristão.
A documentação histórica sobre Cristo é impressionante. O Jesus da história é o mesmo Cristo da fé e isso nos é comprovado pela vasta documentação da época. A descoberta de um fragmento de um texto de Marcos, aparentemente do primeiro século, deverá ser revelada em um estudo no ano que vem, caso as datações realmente comprovem essa data. Se isso for verdade, todas as teorias que dizem que o Novo Testamento foi escrito muito tempo depois da vida dos apóstolos terão que ser revistas.
Vamos voltar em breve com novas postagens sobre a confiabilidade do Novo Testamento.
Esse é o tipo de informação que todo cristão deveria conhecer.

Posted on Sunday, April 15, 2012 by Maurilo e Vivian

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Saturday, April 14, 2012


Constituição Federal do Brasil - Art. 5º. "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade..."

Nessa última quinta-feira o Supremo Tribunal Federal decidiu que abortar anencéfalos é permitido e não vai mais ser considerado crime, entendendo que os mesmos não são seres vivos e por isso não podem ser protegidos pelo texto constitucional acima. 


"Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo, não existe vida possível. O feto anencéfalo é biologicamente vivopor ser formado por células vivas, e juridicamente morto, não gozando de proteção estatal. [...] O anencéfalo jamais se tornará uma pessoa. Em síntese, não se cuida de vida em potencial, mas de morte segura. Anencefalia é incompatível com a vida”, afirmou o relator da ação, ministro Marco Aurélio 
"A anencefalia ocorre por um defeito no fechamento do tubo neural, estrutura que dá origem ao Sistema Nervoso. Costuma ocorrer entre o 21º e o 26º dia de gestação. Como a calota craniana (parte do crânio da sobrancelha para cima) não se forma, o cérebro fica exposto e vai sendo corroído pelo líquido amniótico. O grau da lesão varia de feto para feto.
A grande maioria dos bebês com anencefalia sobrevive por poucas horas ou dias após o nascimento. No entanto, como a lesão é variável, há casos em que a sobrevida é maior. Como o  tronco cerebral (parte mais próxima da medula espinhal) é pouco afetado, a criança apresenta funções vitais, como batimentos cardíacos e pressão arterial." 
Apesar de grande parte dessas crianças só sobreviver algumas horas ou dias, algumas delas chegam a viver alguns meses. Um dos casos mais famosos no Brasil é o de Vitória de Cristo, a menina cuja a foto está no início do post e circulando para os que argumentam contra a permissão de todos os tipos de aborto, inclusive esse. Ela está com 2 anos hoje.
É uma questão polêmica, complexa e delicada, entretanto, a Constituição é clara, a vida é um Direito fundamental subjetivo, ou seja, pertence ao sujeito e não ao outro, seja esse outro pai ou mãe da criança ou um médico. Os pais são donos do seu corpo sim e da sua própria vida, no entanto não são donos da vida de outra pessoa e essa pessoa, que o Ministro afirmou veementemente não ser pessoa, está viva sim, células vivas como ele disse são sinal de vida, somos todos células vivas e casos como o de Vitória de Cristo batem de frente com essa afirmação. Essas pessoas têm sim direito a vida, seja ela curta ou longa. 

É realmente difícil se colocar no lugar de pessoas que vivem esse drama, realmente não é simples, é uma situação dolorosa, devastadora, de difícil julgamento. Mas a decisão do STF é no mínimo alarmante. Afinal, se um ser indefeso não está protegido pela Constituição como disse o Ministro, porque os Ministros do Tribunal que é o órgão Supremo da Justiça Brasileira, pessoas com cérebros perfeitos e reputação ilibada (é o que diz a Constituição sobre os Ministros do STF) não entendem que esses seres são pessoas, fica a pergunta, estamos seguros? Se a Carta Magna começa a ser questionada em seus preceitos fundamentais, nos direitos básicos e essenciais de qualquer ser humano, como nos sentiremos seguros? 

"E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." Mateus 24:12


Fontes:





Posted on Saturday, April 14, 2012 by Maurilo e Vivian

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Monday, April 09, 2012



Quando visões diferentes de mundo se encontram em um debate, muita coisa acontece. Na tentativa de mostrar que “o meu lado está certo e o seu está errado” os debatedores se utilizam das mais variadas ferramentas. Algumas são válidas. Outras não. A estas últimas, chamamos de falácias.
Um amigo no Facebook postou a imagem acima e eu achei interessante colocar aqui como blog como um claro exemplo da falácia conhecida como “homem de palha” ou também chamada de “espantalho”. Essa falácia é definida da seguinte forma pela Wikipédia (e se está na Wikipédia, só pode ser verdade...) “a falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um oponente.” Ou seja, é uma tática muito comum de se apresentar uma versão distorcida (e via de regra mais facilmente ridicularizável) da posição de um oponente. Na maioria das vezes, a distorção é tão grande que em nada se assemelha ao que o oponente acredita. E ataca-se e defende-se uma posição alheia à realidade. A imagem acima é um exemplo clássico de homem de palha em relação ao cristianismo (ou cristandade no caso).
Por quê alguém se utiliza desse subterfúgio? Simples, é mais fácil você atacar uma visão falsa do que a verdadeira. É mais fácil você ir atrás daquilo que você acha que é, não gastando um tempo estudando a crença do outro, do que se empenhar em ser generoso e aprender realmente aquilo que a pessoa acredita. Quando você faz isso, gasta esse tempo de estudo, passa a entender melhor a posição do outro e tende a usar menos o homem de palha. Mas às vezes também é um problema de caráter e contra isso pouco pode ser feito.
Vamos ver quais foram as distorções apresentadas pelo texto acima?
  • Zumbi cósmico: um zumbi seria um ser morto que é reanimado, em estado de putrefação e que volta à vida, mas de forma catatônica. Ele não é inteiramente vivo, nem inteiramente morto. Em nada essa figura se assemelha ao Cristo ressurreto. Crito voltou à vida, em um novo corpo ressuscitado e glorificado, em suas completas faculdades mentais e foi visto por mais de 500 pessoas. Nenhum relato bíblico mostra Cristo saindo da tumba pronto para participar Thriller, de Michael Jackson.
  • Que foi seu próprio pai: aqui é um entendimento errado sobre a doutrina da Trindade. Jesus nunca foi o Pai, que nunca foi o Espírito Santo, que nunca foi o Filho. São três pessoas diferentes, mas uma única divindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo referem-se à personalidade. Deus, refere-se à essência do que são. Apenas uma divindade. Não é fácil, eu sei disso. Temos alguns textos sobre Trindade, é só jogar na busca ao lado. Mas o cristianismo não ensina que o Pai e o Filho são a mesma pessoa. Essa é uma heresia antiga, repudiada no Concílio de Niceia, conhecida como Sabelianismo ou Modalismo.
  • Telepaticamente o aceite como seu mestre: a Bíblia nunca disse nada sobre aceitar Jesus como seu mestre, seja telepaticamente ou não. Eu não entendi bem o que o telepaticamente quer dizer aqui. Telepatia, resumidamente, é a capacidade de ler a mente dos outros e aceitar a Jesus como seu mestre é uma questão de vontade. Eu não preciso ler a mente de outra pessoa para fazer isso. Só preciso consentir voluntariamente à isso. Enfim, mas mesmo isso não é ensinado nas Escrituras. A Bíblia diz que para alguém ser salvo, ela deve se arrepender de seus pecados e colocar sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador. O telepaticamente deve ter aqui um apelo retórico.
  • Retirará uma força do mal da sua alma: o texto deve estar se referindo ao novo nascimento do cristão, mas a Bíblia não faz menção à retirar algo maléfico da alma. O que a Bíblia diz é que o cristão se torna uma nova criatura em Cristo. Você morre para o pecado e renasce para Deus. Mas infelizmente a pecaminosidade, que é nossa companheira desde o nosso nascimento, continua em nós. Quem me dera ela fosse totalmente retirada. Ela somente será lançada para longe de nós quando recebermos o corpo glorificado, na ressurreição. O que acontece com o cristão no novo nascimento é a capacitação, pelo Espírito Santo, de lutar contra nossa carne. Não somos mais escravos do pecado, mas ainda somos seduzidos por ele.
  • Mulher nascida de uma costela: a mulher não nasceu de uma costela. A costela não estava grávida e depois de nove meses deu à luz uma mulher. A mulher foi moldada, formada da costela de Adão. Mesmo tomando-se o texto de forma literal, não vejo qual seria o problema com isso. O Criador de todo o universo não teria o poder de forma a partir de um material genético já pronto um novo ser da mesma espécie? O que é mais fácil acreditar? A origem da mulher pela costela de Adão ou a origem da vida a partir daquilo que não possui vida? A abiogênese já foi refutada por Pasteur em 1862.
  • Comer o fruto de uma árvore mágica: a árvore não era mágica. O texto não diz isso, não informa tal coisa. Vamos ler o que Deus disse: “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”Gen. 2:16-17. Veja que a palavra mágica não existe no texto. O pecado de Adão e Eva (os dois, diferentemente do que fala a imagem) foi desobedecer a Deus. Ele deu uma ordem bem clara. Comam do que quiser, menos da árvore que está no meio do Jardim. No dia que comeram, eles morreram espiritualmente, porque pecaram contra Deus, desobedecendo-O. Ao menos, eu fiquei feliz que a imagem não falou que foi uma maça...


Pronto. Essas foram as distorções apresentadas no texto. Veja que eu gastei mais tempo mostrando que essa não é a nossa crença. Quando isso é feito, o ataque perde o sentido e mostra como o nosso oponente no mínimo não conhece direito aquilo que ele mesmo ataca. No mínimo.
O homem de palha é um recurso desonesto, que fala mais sobre a idoneidade de seu articulador do que do objeto que ele ataca. Precisamos ficar atentos para o seu uso. Não apenas contra nós, mas em nossos discursos. É muito fácil fazer isso. É o caminho mais rápido e retórico de deixar o oponente de “calças curtas”. Mas não precisamos nos utilizar desse recurso. Se conhecemos a verdade, devemos apresentá-la como ela é, como bons embaixadores de Cristo, lembrando-se do que Pedro nos diz:
“antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. 1 Pedro 3:15.

Posted on Monday, April 09, 2012 by Maurilo e Vivian

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Sunday, April 08, 2012

Um presente de Páscoa para todos vocês!

Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia. Mateus 28:5, 6.

Posted on Sunday, April 08, 2012 by Maurilo e Vivian

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Saturday, April 07, 2012


Aproveite para ler os vários artigos publicados em nosso blog sobre a ressurreição de Cristo, o verdadeiro motivo para a celebração da Páscoa.

Posted on Saturday, April 07, 2012 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, April 04, 2012



As crenças católicas romanas passaram por várias alterações ao redor dos anos. Isso por si só não é ruim, já que algumas doutrinas levaram alguns anos para se consolidar. Mas no cristianismo, a maioria das grandes doutrinas foi bem fundamentada nos primeiros séculos. Uma diferença que se faz entre a fundamentação de uma doutrina e a criação de uma crença é que a primeira é o trabalho de teólogos de trabalhar em cima de crenças já existentes e buscar nas Escrituras se essas crenças são corretas ou não. A divindade de Cristo é um exemplo clássico. A igreja sempre acreditou nessa doutrina. Ela só passou a ser seriamente contestada no quarto século e precisou de uma defesa e fundamentação mais robusta. No segundo caso, uma doutrina é criada e o trabalho do teólogo é apenas o de confirmar isso, esteja essa confirmação nas Escrituras ou não. Acredito que a grande maioria das doutrinas católicas apresentadas abaixo se encaixem nessa segunda categoria.
Você pode ver a tabela original no blog Os Puritanos.

1. Orações pelos mortos, começaram em cerca de
300
2. Fazer o sinal da cruz
300
3. Velas, cerca de
320
4. Veneração dos anjos e santos falecidos e o uso de imagens
375
5. A Missa, como celebração diária
394
6. Começo da exaltação a Maria (o termo "Mãe de Deus" foi-lhe aplicado pela primeira vez pelo Concílio de Éfeso)
431
7. Os sacerdotes começaram a se vestir de maneira diferente
500
8. Extrema Unção
526
9. A doutrina do Purgatório, estabelecida por Gregório
593
10. O latim usado para orações e cultos imposto por Gregório I
600
11. Orações feitas a Maria, santos mortos e anjos, cerca de
600
12. Título de papa, ou bispo universal, dado a Bonifácio III pelo imperador Focas
607
13. Beijar os pés do papa, começou com o papa Constantino
709
14. Poder temporal dos papas, conferido por Pippin, rei dos francos
750
15. Adoração da cruz, imagens e relíquias, autorizada em
786
16. Água benta misturada com uma pitada de sal e abençoada pelo sacerdote.
850
17. Adoração de S. José
890
18. Colégio dos Cardeais estabelecido em
927
19. Batismo dos sinos, instituído pelo papa João XIII
965
20. Canonização dos santos mortos, primeira vez pelo papa João XV
995
21. Jejum nas sextas-feiras e durante a Quaresma
998
22. A Missa, gradualmente transformada em sacrifício com freqüência obrigatória no
século 11
23. Celibato do sacerd6cio, decretado pelo papa Gregório VII (Hildebrando).
1079
24. O rosário, oração mecânica por meio de contas inventado por Pedro, o Eremita
1090
25. A Inquisição, instituída pelo Concílio de Verona
1184
26. Venda de Indulgências
1190
27. Transubstanciação, proclamada pelo papa Inocente III
1215
28. Confissão auricular de pecados a um sacerdote e não a Deus instituída pelo papa Inocente III, no Concílio de Latrão
1215
29. Adoração da hóstia, decretada pelo papa Honório III
1220
30. A Bíblia proibida aos leigos, colocada no Index dos Livros Proibidos pelo Concílio de Valença
1229
31. O Escapulário, inventado por Simão Stock, um monge inglês
1251
32. O cálice proibido ao povo na comunhão pelo Concílio de Constança
1414
33. O Purgatório proclamado como dogma pelo Concílio de Florença
1439
34. A doutrina dos Sete Sacramentos confirmada
1439
35. A Ave Maria (parte da metade final foi completada 50 anos mais tarde e aprovada pelo papa Sixto V no final do século 16)
1508
36. A ordem dos Jesuítas fundada por Loyola
1534
37. A tradição declarada de autoridade igual à da Bíblia pelo Concílio de Trento
1545
38. Livros apócrifos acrescentados à Bíblia pelo Concílio de Trento
1546
39. O credo do papa Pio IV imposto como o credo oficial
1546
40. A imaculada conceição da Virgem Maria, proclamada pelo papa Pio IX..
1854
41. Sumário dos Erros, proclamado pelo papa Pio IX e ratificado pelo Concílio do Vaticano; condenava a liberdade de religiosa, de consciência, de expressão, de imprensa e das descobertas científicas, que eram desaprovadas pela Igreja Romana; assegurava ao papa autoridade temporal sobre todos os governadores civis
1864
42. Infabilidade do papa em questões de fé e moral proclamada pelo Concílio do Vaticano
1870
43. Escolas públicas condenadas pelo papa Pio XI
1930
44. Assunção da Virgem Maria (ascensão física ao céu logo depois de sua morte) proclamada pelo papa Pio XII
1950

Posted on Wednesday, April 04, 2012 by Maurilo e Vivian

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Monday, April 02, 2012


No dia 19 de Março estivemos no lançamento do livro “Apologética Contemporânea: A veracidade da fé cristã”, do teólogo e apologista cristão William Lane Craig, que estava presente no lançamento. Ele proferiu uma rápida palestra, respondeu perguntas e deu autógrafos nos livros. Nós levamos a nossa edição original de Reasonable Faith (mesmo livro) e foi legal pegar um autógrafo e trocar duas palavras com ele. Estávamos mais interessados na palestra, como chegamos em cima da hora em um lugar pequeno (a Fnac bem que poderia aumentar aquele espaço), não deu pra ouvir direito, nem a palestra nem a sessão de perguntas e respostas. Veja um pouco das fotos abaixo. Mais sobre William Lane Craig na página da Vida Nova.
Agora só falta conhecer o J. P. Moreland, o Frank Turek e o Michael Licona que eu já posso morrer feliz!






Posted on Monday, April 02, 2012 by Maurilo e Vivian

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Sunday, April 01, 2012


Quem lê o blog regularmente, sabe que de vez em quando eu posto aqui algumas conversas que tive pela internet com os amigos. É importante colocar nossa fé em prática e ver como ela funciona fora do ambiente hermeticamente fechado de nossas igrejas ou mesmo do blog.
Em fevereiro tive um diálogo com um rapaz que me adicionou no Facebook. Nós continuamos uma conversa que se iniciou por causa da imagem abaixo.


O meu amigo estava advocando que a Bíblia endossava a escravidão e condenava a homossexualismo. Esse assunto rende outras postagens, mas resumidamente, eu afirmei que a Bíblia na verdade condenava as duas coisas. A escravidão, ou servidão que a Bíblia regulamentava em nada era parecido com a escravidão que aconteceu nas Américas, que é representada na figura abaixo. E esse tipo de escravidão, condenada pelas regras de servidão bíblica, encontrou o seu fim exatamente pelas mãos de cristãos que lutaram pelo fim desse sistema horrendo. Mas o papo que segue abaixo lida com várias questões, como o homossexualismo, a naturalidade da coisa, a existência de padrões morais realistas, Bíblia, enfim, muitas coisas.
O nome do meu amigo, como de costume, foi substituído por questões de privacidade.

Maurilo Borges Junior
Olá Amigo, obrigado por me adicionar. Percebi que temos vários amigos em comum no Facebook. O mundo é pequeno.
Enfim, gostaria de continuar o papo do seu link por aqui. Acho que fica mais fácil quando somos apenas nós na conversa. Você disse que é cristão e acredita em Deus. Gostaria de saber o que isso significa pra você e como você vê a Bíblia.
Não quero discutir com você, apenas conversar. Se você não estiver disposto, tudo bem, continuamos alegremente com as nossas vidas.
Abraços.

Amigo
Oi Maurilo. Desculpe se soei arrogante ou qualquer outra coisa no post. Admito que estou mesmo criando polemica quase a toa, pois não tenho mais uma opinião 100% formada a respeito. Sou cristão desde que me conheço por gente. Nasci num lar evangélico, e meus pais são bem esclarecidos, nem um pouco fundamentalistas radicais. Freqüentei escola dominical minha vida toda e sempre fui o cara mais caxias que você pode imaginar. Mas de alguns anos pra cá tenho tido vários questionamentos. Não digo nem com relação a fé ou existência de Deus, mas principalmente sobre questões bíblicas, sua veracidade, sua confiabilidade, etc. Existem vários temas na bíblia que por anos me convenci a fazer vista grossa porque aquela é a palavra de Deus, indiscutível. Mas hoje tenho visto de forma muito diferente, impossível de casar com o Deus que conheço. A bíblia pra mim, cada vez mais, tem passado a ser um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos. Tenho tido muitos questionamentos e a homossexualidade que é um tema em voga hoje é um dos que mais me intriga. Sou heterossexual, casado, e não tenho nem nunca tive problemas com minha sexualidade, mas conheço e sou amigo de muitos gays e simplesmente não consigo enxergar como pode o Deus que eu conheço ser condizente com o que a bíblia diz sobre homossexualidade e principalmente a homofobia que impera no meio cristão


Maurilo Borges Junior
Oi Amigo. Fique tranquilo, você não foi arrogante no post. Eu tenho uma regra: em um debate, se alguém se irrita, eu encerro o assunto, pelo menos da minha parte. Ninguém vai sair ganhando se uma das partes ficar irritada. E na internet, as vezes é difícil saber exatamente o que está acontecendo com a outra pessoa, já que as conversas são diferentes do que seriam no mundo real.
De um certo sentido, é bom saber que você não tem uma opinião 100% formada sobre o assunto e também acho bom que você está levantando esses questionamento. Eu acho incomoda a postura muitas vezes comum na igreja de não questionar, de não abordar diretamente e de forma inteligente tanto as grandes questões da vida quanto as do dia a dia. Eu prefiro mil vezes uma pessoa que se levanta e diz o que pensa do que alguém que fica suprimindo uma dúvida mas nunca a traz a tona. Cedo ou tarde, isso vai causar um estrago. Fazer vista grossa sempre é um mau caminho.
Eu gostaria de saber um pouco mais sobre uma das questão que você trouxe. Eu acabo sempre trabalhando uma questão em pedaços menores porque de outra forma acabo escrevendo textos gigantescos e sem muito rumo como aqueles que escrevi no seu link. Você trouxe a tona duas questões. Gostaria de focar apenas na primeira e se você quiser, podemos depois focar na segunda.
Você disse que tem tido questionamentos sobre a veracidade e confiabilidade das Escrituras e eu gostaria de abordar essa questão. Eu acho ela fundamental para nós cristãos, até porque tudo o que sabemos de realmente significativo sobre Jesus o sabemos através da Bíblia.
Quais pontos mais especificamente você tem tido problema? Você falou sobre veracidade e confiabilidade. Poderia me dar algum exemplo? Ou alguma passagem? O que exatamente te levou à concluir que a Bíblia é "um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos". Isso para mim é fundamental para entender melhor a sua posição.
Por último, como disse no texto, eu trabalho com homossexuais também, alguns deles muito próximos e queridos. Um deles seria facilmente contado como um grande amigo. Tenho fortes sentimentos de carinho por eles. Assim como tenho por outras pessoas que não são homossexuais. Um cuidado que eu tenho tomado, não apenas com homossexuais mas também com heterossexuais é não deixar que os meus sentimentos ditem a minha teologia. Se eu acredito que existe um Deus, entendo que minha teologia deve vir Dele, não de mim. Só mais um pensamento no meio de tantos.
Espero que você esteja disposto a me esclarecer sobre os seus pensamentos e quem sabe termos esse momento de enriquecimento, que acho que seria lucrativo para nós dois.
Abraços.

Amigo
Vou falar primeiramente sobre os homossexuais, pois acho infinitamente mais fácil de argumentar e explicar o que penso. Eu acho completamente irracional alguém achar que possa haver qualquer tipo de problema nesse comportamento, e não consigo enxergar nada que me convença do contrário, e isso não tem nada a ver com sentimentos. Ao meu ver, é como falar para um canhoto que passe a ser destro, se arrependa de ter sido canhoto, pois é muito errado.

Maurilo Borges Junior
Perfeito, vamos falar sobre o homossexualismo. Eu particularmente acredito que a questão da inspiração ou não das Escrituras seja bem mais importante pela vastidão de assuntos e pelas consequências que se seguem caso elas realmente sejam a Palavra de Deus. Mas eu vou te dar mais tempo para pensar sobre isso e se quiser, voltamos ao assunto. Gostaria de fazer mais algumas perguntas. Primeiro, o que você acha que seja irracional em alguém considerar que a prática homossexual possui algum problema? Qual parte dessa crença é irracional? Será que o fato de você não enxergar algo de errado não implica necessariamente que outras pessoas também não irão enxergar algo de errado? E se esse for o caso de enxergarem, você acha que essas pessoas deveriam seguir seus princípios nesse caso, como você está fazendo? Me parece que você considera o homossexualismo como algo natural, inerente à pessoa, não parte de uma escolha ou comportamento. Se for isso, quais fatos o levaram a essa conclusão? Que evidências o levaram a acreditar nisso? Você já considerou a possibilidade de tal visão levar a um tipo de determinismo, onde a vontade do ser não passa apenas de uma ilusão?

Amigo
"O consenso de longa data das ciências comportamentais e sociais e dos profissionais de saúde mental e geral é de que a homossexualidade, per se, é uma variação normal e positiva da orientação sexual humana. Pesquisas já realizadas têm falhado consistentemente em fornecer qualquer base empírica ou científica para considerar a homossexualidade como uma doença ou anormalidade."
A referência é o seguinte artigo da Wikipedia, que contém todas as referências externas pertinentes:

Maurilo Borges Junior
Eu dei uma lida no artigo. Posso estar errado, mas não vi nenhum argumento ou evidências que mostrem que a homossexualidade seja normal. Eles apenas afirmam tal coisa. Na verdade, a APA parece dizer que não tem ideia da origem do homossexualismo, apenas que ela é normal e pelo texto, uma escolha, um comportamento. Também achei interessante que colocaram que existe um consenso de longa data entre os profissionais de saúde, mas o homossexualismo só deixou de ser considerado doença mental a 21 anos. Enfim, você leu o artigo. Por favor, me informe quais argumentos e evidências o convenceram a acreditar que o homossexualismo é natural. E também existem outros questionamentos no meu comentário. Gostaria que você os abordasse quando tivesse tempo.
Abraços e boa noite.

Amigo
Todos os estudos de qualquer entidade falharam completamente em tentar uma reorientação. É muito complicado querer ignorar isso. É a mesma coisa que querer uma prova de que ser canhoto é normal. Ser canhoto também já foi condenado pela sociedade e pela igreja. De qualquer maneira, você sabe que também sou cristão e por muito tempo acreditei que a homossexualidade era algo errado e que não provinha de Deus, e estou num momento de questionamentos internos, e não numa disputa com você, então o que te falo é o mesmo que eu falo pra mim mesmo. Você simplesmente não deu nenhum argumento que sequer possa indicar que a homossexualidade seja algo não natural. O fato de fazer apenas 21 anos não significa absolutamente nada. Milhares de coisas foram condenadas por anos principalmente pela igreja por total ignorância e hoje são aceitas.

Maurilo Borges Junior
Amigo, eu não estou defendendo nenhuma tipo de terapia de reorientação. Na verdade, eu acho que é bem possível que seja bobagem. Não acho que terapia realmente mude a orientação sexual de alguém, mas eu seria mais cuidadoso em afirmar que todas as tentativas de estudo de reorientação falharam. Se apenas uma pessoa tiver sido bem sucedida em sua reorientação será suficiente para mostrar que você está errado. Mas meu ponto a priori nada tem a ver com a reorientação. Você afirmou é irracional acreditar que existe algo de errado com homossexualismo, que as pessoas estão erradas em afirmar isso e você também me disse que já teve essa opinião. Quero saber quais evidências o levaram a tal conclusão. Estou pedindo que você me prover as evidências que dão suporte às suas próprias afirmações.
Existe uma enorme diferença entre a questão do canhoto e da homossexualidade. Uma é genética e a outra não, conforme a própria APA afirma no texto. Você está equiparando coisas diferente. Uma é genética e a outra comportamental. Ser canhoto ou destro não é uma questão sexual, diferentemente do homossexualismo. Realmente, a igreja cometeu muitos erros no passado, mas isso não quer dizer que a igreja está errada sempre e em todo o tempo. Descartar um argumento só porque ele vem da igreja é uma falácia genética, descartá-lo por causa da sua origem. Me responda uma coisa, você acredita que existe um limite em relação às questões sexuais, um limite até onde as pessoas podem agir conforme elas desejarem?
Realmente eu não apresentei evidências que mostrem que o homossexualismo seja anormal, mas nesse momento eu não preciso realmente fazer isso. Até esse momento estou tentando entender o que você pensa. Eu não conheço muitos cristãos que defendam o homossexualismo e nunca conheci um que tivesse as convicções que você tem sobre a Bíblia. Você afirma que a Bíblia está errada em condenar o homossexualismo por que isso é algo normal. Quero saber como você chegou a essa conclusão. Essa é a sua afirmação. Não estou debatendo com você, estou conversando, pedindo que você me explique por que chegou às conclusões que chegou. E você pode perceber que a sua posição é a exceção e não a regra, especialmente entre cristãos. Eu pretendo apresentar os motivos pelos quais eu acredito que o comportamento homossexual seja desviante, mas não gostaria de fazer isso sem antes entender o que você pensa, para não representar de forma errada suas opiniões. Você parece dar bastante importância à racionalidade das coisas e não acredito que viria a acreditar em coisas sem possuir evidências para isso. Portanto, estou pedindo que você me mostre o que o convenceu. E também quero saber de você sobre as outras perguntas que fiz. E a principal delas: se alguém genuinamente achar que existe algo de errado com o homossexualismo, ela teria o mesmo direito que você de ser tão categórico em relação à isso?
E lembre-se. Você não é obrigado a continuar nessa conversa. Estou apenas desenvolvendo uma ideia com alguém que me pareceu aberto ao questionamento.
Abraços.

Amigo
Estou gostando muito da conversa, de verdade, apesar de um pouco lenta (hehehe). A verdade é que para eu achar que homossexualidade é normal é um princípio básico do direito (não estamos falando aqui de direito, eu sei, mas é apenas para ficar mais claro) da presunção de inocência, previsto inclusive na nossa constituição e ao meu ver um direito básico do homem independente das leis: uma pessoa é inocente até que se prove o contrário. E o que tenho pensado ultimamente sobre a homossexualidade é bem semelhante, supondo que um comportamento é normal até que se prove o contrário, ou até que se prove que ele é ruim de alguma maneira, ou que ele vai contra algo maior (digo moral, ético, etc, e não a bíblia ou qualquer outro tipo de lei). Simplesmente não consigo encontrar nada significativo que eu consiga considerar como argumento para a anormalidade da homossexualidade. E além desse princípio da presunção de inocência ou presunção de normalidade, o comportamento homossexual/bissexual também é encontrado na própria natureza em várias outras espécies de animais.

Maurilo Borges Junior
Que bom que você está gostando. Eu não estou com muita pressa, prefiro deixar as ideias e as perguntas marinarem um pouco na mente. Por isso não te respondo logo em seguida. Respostas rápidas podem acabar sendo superficiais e agressivas.
Bom, estamos movendo em uma direção. Você parte do pressuposto que algo é normal até que se prove o contrário. Concordo plenamente. Não acho que devemos partir do pressuposto que algo está errado. Também concordo plenamente com você que algo deve ser mostrado como certo ou errado quando se compara com algo maior. Não vejo por que a Bíblia não poderia ser um guia para isso, especialmente se for possível mostrar que ela é a Revelação de Deus para o homem e existem ótimas evidências para isso, mas esse é outro assunto. Quando chegarmos nesse ponto, precisamos definir qual é esse lei moral que você se refere, esse “algo maior”. Essa é a base para o meu argumento desde o começo no seu link. Vamos focar nisso. Se existe um padrão moral pelo qual podemos definir o que é certo ou errado, como você mesmo afirmou, então qual é a origem dessa lei? Ela é real ou é apenas uma ilusão? Se é real, qual o fundamento? Veja, para que uma lei, uma moral seja válida para todos nós, para que possamos definir o que é certo ou errado, ela precisa ser algo que abrange a todos nós. Se existe uma lei, precisamos de um legislador. Quem você acha que é esse legislador? E você acha que esse legislador deixou informações tanto acessíveis pelo nosso intelecto quanto pelo o que vemos na natureza?
Eu particularmente não acho que a sua última afirmação seja verdadeira, já digo o porque, mas mesmo que seja, não vejo como isso seria útil para validar a posição pró-homossexualismo. Nós não somos simples animais, que reagem de forma instintiva aos seus impulsos. Algo que nos diferencia dos animais é exatamente a nossa capacidade de refletir sobre nossos atos. O comportamento animal não pode ser usado como justificativa para o comportamento humano, a não ser que você esteja dizendo que os homossexuais são animais que agem apenas de acordo com os seus instintos e eu tenho absoluta certeza que você não pensa assim. Existem outros comportamentos vistos na natureza, que não consideramos como amorais nos animais mas que o consideraríamos errados se feitos por humanos, como por exemplo o assassinato de filhotes, de parceiros após a cópula e tantos outros. Poderíamos justificar essas atitudes nos seres humanos por ser normal no reino animal?
Apesar de podermos ver em alguns animais um comportamento que aparenta com uma relação sexual entre animais do mesmo sexo, não se observa na natureza animais que abandonam o comportamento heterossexual para uma vida homossexual. Na grande maioria dos animais que aqui se enquadram, eles praticamente praticam sexo com várias coisas, como é o caso dos macacos bonobos. Especialmente no caso dos machos, quando uma fêmea é introduzida no cenário, estes em sua maioria voltam normalmente as suas práticas heterossexuais. O homossexualismo como o entendemos, não apenas como uma relação sexual esporádica entre pessoas do mesmo sexo, mas como uma relação afetiva, contínua e sexual entre pessoas do mesmo sexo inexiste na natureza. Mas como disse, mesmo que seja o caso, seria irrelevante.

Amigo
Eu conheço bem esse conceito de lei moral, já li trechos do Criatianismo puro e simples, de Lewis, e eu não concordo muito com toda a teoria, mas de qualquer forma, a minha lei moral não considera como anormal a homossexualidade. Concordo que você tem razão em seu argumento sobre os animais, e eu apenas os citei como um adendo. De qualquer maneira, voltando à presunção da normalidade, você não citou ainda, e eu pessoalmente não conheço, nenhum argumento que não seja exclusivamente bíblico que aponte a homossexualidade como algo anormal.

Maurilo Borges Junior
Agora você me deixou confuso. Me ajude a entender. Você acredita que existe um algo maior, uma moral pela qual todos podemos acessar aquilo que é certo ou errado, pelo qual todos nós devemos viver e pelo qual podemos ser julgados. Eu sei que você pensa assim por dois motivos: o primeiro, é porque você afirmou isso nos seus comentários, segundo, porque você usa essa regra moral para definir o que é certo e errado, como no caso dos cristãos que você acha estão errados em dizer que o homossexualismo é errado. Mas quando eu peço para você me dizer qual é a origem dessa moralidade que abrange a todos nós, você se apresenta como essa fonte. Você assume para você a autoridade de ditar o que é moral ou não. Veja a sua frase: “a minha lei moral não considera como anormal a homossexualidade”. Se essa lei moral é sua, então, ela não é objetiva, é subjetiva, cabe a cada um de nós decidir o que fazer. Se você considera que o homossexualismo é certo e eu considero que é errado, não há nada que você possa fazer a não ser expressar sua opinião. Não pode nem mesmo dizer que eu estou errado porque a sua moralidade pode simplesmente divergir da minha. Isso pra mim é confuso. Me diga, no que uma pessoa que usa a Bíblia como autoridade para sua moralidade é pior que, por exemplo, você que usa você mesmo como fundamento para a sua moralidade? Me parece que se você estiver certo, você estará automaticamente errado. Eu percebo essa contradição em seus comentários. Mas na forma como você se expressa sobre pessoas agindo de forma errada, tenho a impressão que você acredita realmente que existe uma lei moral realista.
Também gostaria de saber qual parte do argumento moral você não concorda. Colocando de forma simples, ele afirma o seguinte:
(1) Existe uma Lei Moral Objetiva
(2) Toda Lei tem um Legislador
(3) Portanto, existe um Legislador Objetivo
(4) O Legislador Objetivo é Deus
Poderia me apontar o que está de errado com esse argumento, ou qual parte você não concorda? A conclusão segue-se às premissas, portanto o argumento é sólido. Você afirma que (1) é verdadeiro. Se (2) for verdadeiro, automaticamente (3) também será. Então, talvez seu problema seja com o item (2) e o item (4). O item (4) pra mim apresenta poucos problema porque a única coisa ou ser que poderia ser uma explicação suficiente para um Legislador é Deus. Resumindo, qual parte da teoria você não concorda?
Antes de apresentar meus argumentos para considerar o homossexualismo um comportamento desviante e errado, eu preciso primeiro estabelecer com você de onde vem a moralidade. Sem estabelecer isso, a conversa não vai ter sentido. Se ela for objetiva, podemos trabalhar os argumentos contra ou a favor. Se ela for subjetiva, é uma mera questão de gosto e nem você nem eu poderemos reclamar da opinião um do outro. Eu não vou estar mais certo por acreditar que é errado nem você por acreditar que é certo. Vamos firmar isso e depois vamos trabalhar alguns argumentos não bíblicos a favor da minha posição.

Amigo
Eu só fiz um comentário rápido sobre esse lance de lei moral, e não gostaria de discutir isso por enquanto, pois como já falei, não é nisso que baseio meu argumento de que a homossexualidade é normal. A base da minha argumentação sobre a normalidade da homossexualidade é simplesmente a ausência de qualquer argumento razoável contrário a homossexualidade que não seja exclusivamente bíblico.

Maurilo Borges Junior
Oi Amigo.
Desculpe-me pela demora em responder. Esses últimos dias foram corridos e some-se a isso, eu acho que o jetlag da Nova Zelândia finalmente nos alcançou. Ontem e hoje eu só tenho tido vontade de dormir. Enfim, vamos para a resposta que eu queria ter te mandando desde ontem.
Eu continuo um pouco confuso com a sua linha de raciocínio. Você me disse no começo que não possui uma opinião 100% formada sobre o assunto, o que me pareceu então uma oportunidade para engajarmos em uma reflexão. Mas cada vez que um tópico é levantado, me parece que você evita engajá-lo de frente. Por exemplo, você fez afirmações categóricas sobre a Bíblia. Eu pedi para você me explicar o por que, mas você respondeu que era mais fácil falar sobre o que pensa em relação ao homossexualismo. Fico imaginando que, se você não tem suas objeções bem organizadas contra a Bíblia, que foi o que me pareceu, a princípio você não poderia estar errado sobre ela? Você afirma que existe uma padrão moral objetivo pelo qual podemos julgar o que é certo e o que é errado, mas quando peço para fundamentar esse padrão, você apresenta um fundamento subjetivo. Quando você julga a normalidade do homossexualismo, você usa um critério subjetivo (o que parece bom pra você), mas quando julga as ações daqueles que pensam de forma diferente sobre o assunto, você usa um padrão objetivo (a moral, o algo maior). Quando mostro a contradição, você só diz que já fez um comentário sobre a lei moral, mas não explicou o problema. Me ajude a entender o que está acontecendo aqui.
Vamos falar sobre normalidade então. O que você quer dizer com normalidade? Existem dois significados básicos para normal que são relevantes ao assunto. Um é o descritivo. Você já o usou várias vezes, como por exemplo no caso dos canhotos. É normal que existam canhotos. Normal aqui apenas descreve uma realidade. Também é possível aplicar a palavra normal de forma descritiva para o homossexualismo. É normal que existam homossexuais. Eles estão por ai. O outro uso da palavra normal é o sentido normativo. Não só descreve uma situação, mas também apresenta uma obrigação, um propósito a ser cumprido. Por exemplo, quando você vai ao médico e ele diz que o seu fígado está normal, ele não está apenas fazendo uma descrição, mas afirmando que ele funciona da forma como se espera que funcione, da maneira como deve ser. Existe um objetivo e ele é alcançado quando o fígado está normal. Quando pensamos sobre o relacionamento homossexual, podemos dizer que ele é normal nesse sentido? Quando pensamos nos órgãos sexuais humanos, podemos dizer que eles foram feitos com o propósito de satisfazer a sexualidade homossexual ou a heterossexual? O homossexualismo cumpre a função para a qual os órgãos sexuais foram criados? Analisando-se o aspecto anatômico e fisiológico desses órgão, podemos dizer que o homossexualismo é normativo ou um desvio do que seria normal?
Você já pensou que um dos motivos pelos quais a incidência de certas doenças serem muito maiores entre os homossexuais é devido exatamente ao uso “anormal” (não normativo, fora de seu desígnio inicial) desses órgãos?
Gostaria de saber o que você pensa sobre isso. Esse seria um primeiro argumento não bíblico contra a normalidade do homossexualismo.
Abraços e bom feriado pra voce.


Depois disso, não recebi mais nenhum contato do meu amigo pelo Facebook. Não sei se ele pretende um dia responder ou não à isso. A conversa parou aqui. O mais importante para mim foi colocar uma pedra no sapato dele. Espero que ele ao menos tenha refletido sobre tudo isso. O resto já cabe ao Espírito Santo.
Em breve devo postar mais sobre isso. Tenho trabalhado em um texto sobre o homossexualismo e a Bíblia, não apenas apresentando os textos bíblico que mostram que a atitude homossexual é um desvio moral da sexualidade que Deus projetou para o homem, mas também apresentando as objeções mais comuns ao uso desses textos e também as respostas a essas objeções. Pena que o tempo é curto.

Posted on Sunday, April 01, 2012 by Maurilo e Vivian

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